terça-feira, 3 de abril de 2012

Docetismo

Docetismo (do grego δοκέω [dokeō], "para parecer") é o nome dado a uma doutrina cristã do século II, considerada herética pela Igreja primitiva. [1]



Conta o Evangelho de Pedro que no momento que o corpo do filho estava na cruz Ele ali do lado da cruz se olhava com seu espirito e repetia para si algo assim: vocês estão a ferir a minha dita matéria...ou sou espirito vocês que me crucificam não são capazes de  ferir a "encarnação" de Deus. Obviamente é uma re-leitura, da re-leitura da re-leitura... 



"O Evangelho de Pedro  descreve o processo contra Jesus, sua execução e sua ressurreição. Sua cristologia é a do docetismo: aquele que sofre e morre é apenas uma aparição do verdadeiro Jesus, que é divino e por isso não pode sofrer e morrer. Conforme esse evangelho, o corpo de Jesus se volatiliza na cruz antes de subir ao céu."


" Um dos grupos mais influentes do cristianismo primitivo foi o dos gnósticos, que adotavam uma vida ascética, negavam a matéria e acreditavam que o conhecimento era o caminho para a salvação." 
Fonte: http://super.abril.com.br/religiao/historia-secreta-cristianismo-447676.shtml



[1] Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Docetismo (acesso 03.04.2012) - Bibliografia: PINHO, Arnaldo de. Docetismo in Enciclopédia Verbo Luso-Brasileira da Cultura, Edição Século XXI, Volume IX, Editorial Verbo, Braga, Abril de 1999.


Outras fontes:

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Por Ísis!

Reza a lenda que na Roma antiga existia um grupo de pessoas de pensamento "Agnóstico" ou "Gnóstico"  de ser. Entre uma das diferenças do modo de pensar deste grupo ao dos "governantes romanos da época" era que "deus" habita em cada um de nós... ao contrário do que pregava a tradicional fé do deus do céus... porém, há o fruto deste diferente olhar que é o filho.  Todavia, antes e junto ao agnosticismo, havia o antes, tal ao Sufismo, e tantas outras linhas de pensar... Mas o Poder que imperava na mão de Herodes teve a cabeça do tal  João em seus dedos. Por Sophia! ao modo Agnóstico... Até que nasceu o dito prometido, mas antes de partir conta a palavra escrita que João o elegeu o filho como o messias...mas talvez ele tivesse que ser protegido durante sua infância e fosse mantido em recluso, é uma opção, hipótese,  e aos 12 ele reaparece na história a proferir palavras de Sophia, desaparece, reaparece nas Águas do... e volta aos céus do...e quem seria seu anjo da guarda, os Cavaleiros Templários...? Sua cruz seria de madeira...cruz vermelha tal ao sangue de Madelena, qual foi apagada da História, sem antes ser difamada. "Baphomet" que decodificado poderia ser Sophia...?! Uma história leva a outra. Por Ísis!




domingo, 17 de julho de 2011

A felicidade não está onde se procura


Nasrudin encontrou um homem desconsolado sentado à beira do caminho e perguntou-lhe os motivos de tanta aflição.
- Não há nada na vida que interesse, irmão. Tenho dinheiro suficiente para não precisar trabalhar e estou nesta viagem só para procurar algo mais interessante do que a vida que levo em casa. Até agora, eu nada encontrei.
Sem mais palavra, Nasrudin arrancou-lhe a mochila e fugiu com ela estrada abaixo, correndo feito uma lebre. Como conhecia a região, foi capaz de tomar uma boa distância. A estrada fazia uma curva e Nasrudin foi cortando o caminho por vários atalhos, até que retornou à mesma estrada, muito à frente do homem que havia roubado. Colocou a mochila bem do lado da estrada e escondeu-se à espera do outro. Logo apareceu o miserável viajante, caminhando pela estrada tortuosa, mais infeliz do que nunca pela perda da mochila. Assim que viu sua propriedade bem ali, à mão, correu para pegá-la, dando gritos de alegria.
- Essa é uma maneira de se produzir felicidade - disse Nasrudin.

Nasreddine e o Ovo


Certa manhã, Nasreddine colocou um ovo embrulhado num lenço, foi para o meio da praça da sua cidade, e chamou aqueles que estavam ali.

- Hoje vamos ter um importante concurso! A quem descobrir o que está embrulhado neste lenço eu dou de presente o ovo que está dentro!

As pessoas se olharam, intrigadas, e responderam:

- Como podemos saber? Ninguém aqui é capaz de fazer esse tipo de previsões!
Nasrudin insistiu:

- O que está neste lenço tem um centro que é amarelo como uma gema, cercado de um líquido da cor da clara, que por sua vez está contido dentro de uma casca que se parte facilmente. É um símbolo de fertilidade, e lembra-nos dos pássaros que voam para seus ninhos. Então, quem é que me pode dizer o que está aqui escondido?

Todos os habitantes pensavam que Nasreddine tinha nas suas mãos um ovo, mas a resposta era tão óbvia, que ninguém resolveu passar vergonha diante dos outros. E se não fosse um ovo, mas algo muito importante, produto da fértil imaginação mística dos sufis? Um centro amarelo podia significar algo do sol, o líquido em seu redor talvez fosse um preparado alquímico. Não, aquele louco estava a querer fazer alguém passar por ridículo. Nasrudin perguntou mais duas vezes, e ninguém respondeu.


Desejos

  
A festa reuniu todos os discípulos de Nasrudin. Comeram e beberam durante muitas horas, sempre a conversar sobre a origem das estrelas e dos propósitos da vida. Quando já era quase de madrugada, preparavam-se todos para voltar para as suas casas. Restava um belo prato de doces sobre a mesa. 

Nasrudin obrigou os seus discípulos a comê-lo. Um deles, porém, recusou:

- O mestre está-nos a testar. Quer ver se conseguimos controlar os nossos desejos. 

- Estás enganado. A melhor maneira de dominar um desejo, é vê-lo satisfeito. Prefiro que vocês fiquem com o doce no estômago do que no pensamento, que deve ser usado para coisas mais nobres.

Contos Sufi de Nasrudin

Sem Nome


Senti o que vós não sentistes

Vi o que vós não vistes

Falei o que vós não ouvistes

Escrevi o que vós não lestes

Quis o que vós não quisestes

Vivi-te como Lei... alferes

e pregaste-me na cruz

E para o céu eu fui

E descobri que por vós nao me 
amares...

Obtive o Paraíso... que bem me fizestes. 




Sheila Denize Soares
17.07.2011
23h15min
Alemanha

Hoje estou inspirada na Poesia Sufi, entao, cá escrevo, a minha poesia.



Fugir a Razão...


"Quero fugir a cem léguas da razão,
Quero da presença do bem e do mal me liberar.  
Detrás do véu existe tanta beleza: lá está meu ser.
Quero me enamorar de mim mesmo, ó vós que não sabeis!"
Rumi - Poesia Sufi